Resenha: Antes de Partir – Colleen Oakley

Um título que me chama atenção, uma sinopse bonita, com uma tragédia e nesse caso intrigante, acaba sendo os livros que me chamam atenção. Como diria uma amigo, basta ter um tragédia, que você ama! Felizmente ou infelizmente, não posso negar.

Antes de Partir, me prendeu pelas razões acima, e o adicionei a minha lista de leitura sem fim e algum tempo depois, chegou a vez dele. Não necessariamente a vez dele, apenas decidi que seria a vez dele, eu não tenho uma ordem, escolho conforme o meu humor.

Definindo em uma palavra: Tristeza

Daisy está fazendo novos exames para confirmar que está livre do câncer, todavia os resultados não são o esperado, o câncer está de volta e mais agressivo. Seu médico lhe dá cerca de seis meses de vida.

“E isso me faz lembrar de que, da primeira vez em que tive câncer, aprendi que só há uma coisa pior do que realmente ter câncer: contar as pessoas que você tem câncer”

E o que você faria se tivesse poucos meses de vida? Aproveitaria cada segundo? Pegaria o próximo voo para Paris? Ou Londres? Saltaria de para-quedas? Asa delta? Ou iria estar com seus amigos, cônjuge e família?

Daisy decide encontrar uma nova esposa para o seu marido. Ao ler a sinopse meu caro amigo P, disse que ela era louca. E eu concordo com ele, e vejo o quão altruísta ela é e o quão egoísta eu sou.

Sinceramente, eu acho que quando eu partir e meu companheiro ficar sozinho, e se ele encontrar, o amor, mais uma vez em sua vida, penso que eu viria puxar a perna dele. Obviamente, eu desejaria a felicidade dele, mas eu quero ser o grande, único e verdadeiro amor da vida de alguém. Meu conto de fadas.

“Como eu tinha muito tempo em minha longa vida para ir e observar essas coisas estranhas. Porque é isso que se pensa quando morrer é uma daquelas coisas que só ocorrem com outras pessoas Morrer, entretanto, é o que está acontecendo comigo. E Jack vai ficar sozinho. E quem tem tempo para ir a Seattle e ver um monte de chiclete velho mastigado?”

A narrativa é triste, acompanhamos Daisy em seu plano para seus últimos meses, e vamos descobrindo como ela e Jack se conheceram e se apaixonaram, sobre o câncer antes, sua mãe, sua melhor amiga. E todas as grandes emoções estão no final, parece que a autora guardou tudo para o finalzinho.

Eu me imaginei chorando desde o meio do livro, mas foi apenas no finalzinho, que me roubou lágrimas. Embora em alguns momentos me senti realmente triste. E foi por esta razão que a palavra Tristeza foi escolhida para definir o livro, que está rodeado de uma aura de tristeza, o que não torna a leitura depressiva ou insuportável, a leitura é agradável e tranquila, a verdade, é que me senti triste lendo, com tudo o que Daisy e Jack estavam passando.

“Se você soubesse que iria morrer no próximo mês, o que faria? Eu disse algo como: Faria as malas, pegaria um voo transatlântico, alugaria uma casa na Costa Amalfitana e encheria a cara com um monte de massa e vinho italiano Tudo em que penso agora é: que ambição ingênua de minha parte. Sinto-me um pouco envergonhada por aquela moça autoconfiante de 21 anos que não deixava a perspectiva da morte lhe pôr para baixo. Ela só vai carpe diem! com uma garrafa de tonto até dar seu último suspiro. Garota bobinha. O que ela sabia? Mas há algo que admiro nela: pelo menos a garota tinha um plano”

Além de mostrar o quão presente o câncer está em nossas vidas, afinal todo mundo conhece alguém que tem/teve câncer. O livro traz a tona o fato de pensarmos sobre a nossa morte. E por mais que tentamos imaginar o que faríamos se tivéssemos apenas mais um mês de vida, nós nunca pensamos realmente nisso.

Porque nos acreditamos que estaremos vivos e bem e que teremos tempo para fazer tudo aquilo que anseamos fazer antes de partir.

“Então contei a história para eles: que nos conhecemos no ponto de ônibus, quando a salvei de uma abelha, e que ela não sabia que as abelhas grandes podiam picar e que eu lhe disse que era um equívoco comum. E que, quando ela riu, seu riso abalou minha convicção de que eu nascera para ser veterinário e me fez pensar que tinha nascido com o único propósito de encontrar maneiras de fazê-la rir novamente”

Sinto muito, mas infelizmente nós não teremos tempo para tudo, e a única coisa que podemos fazer é aproveitar ao máximo tudo o que pudermos e tentar não deixar as coisas para depois, porque o amanhã não existe. E eu sei que assim como eu, você sabe disso.

Boa Leitura!

Taís Caires

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s