Resenha: Perdida – Carina Rissi

Eu reli este livro há alguns dias: Perdida porque quero ler toda a série e queria estar com a história fresca na memória, e mais uma vez eu me diverti com Sofia Alonzo e me apaixonei por Ian Clarke.

Uma palavra para definir este livro: (século) XIX

Sofia Alonso é uma mulher de 24 anos, cética no amor e totalmente antenada com as tecnologias do mundo moderno, que por uma ironia do destino, ao comprar um novo aparelho celular é transportada para o século XIX.

Contos de fadas podem se tornar realidade, Sofia. Basta que a princesa não lute contra a própria felicidade.

E perdida no século XIX em busca de uma maneira de voltar, ela encontra Ian Clarke: lindo, gentil, educado por quem se sente atraída e inevitavelmente se apaixona perdidamente. Com poucas pistas e mensagens misteriosas Sofia vai aprendendo a viver com uma moça do século XIX, ao menos tentando.

Ele sorriu mais uma vez. Pensei com amargura que era uma pena as pessoas de hoje não serem mais assim, não sorrirem com tanta facilidade, como fazia Ian. Se bem que, pelo menos naquele momento, Ian era as pessoas de hoje.

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Verus – 364 páginas

Perdida é um livro muito divertido, que provoca grandes emoções, de leitura rápida e gostosa. Sofia é extremamente desastrada e engraçada, ri muito com sue humor e suas aventuras, me apaixonei por Ian Clarke  (desculpa P), lindo, provocante e perturbador.

E novamente a sensação de estar viva, de que tudo fazia sentido, me sufocou como uma avalanche. E, na verdade, naquele exato momento, com seus lábios colados aos meus, seus braços me prendendo com urgência, tudo parecia estar no lugar certo. Inclusive eu.

Elisa a irmã de Ian é encantadora e adorável, já Teodora sua melhor amiga é uma moça peculiar, que até o final do livro eu já não estava com raiva dela. E como chorei com o final deste livro, mais uma vez e tenho certeza que se ler novamente, irei chorar mais uma vez e me divertir com Sofia, me apaixonar por Ian e encantar-me por Elisa e por alguns momento desejar viver no século XIX.

Eu não pertenço a este lugar. Se elas se comportassem do mesmo modo em 2010, seriam taxadas de esnobes. Tentei me convencer disso, mas não funcionou muito. Os movimentos delicados que Elisa fazia para bordar um pequeno pedaço de tecido eram mais graciosos que qualquer gesto que eu pudesse fazer. Pensei que as mulheres acabaram ficando sem tempo para detalhes como esse.

Gosto de pensar que este livro deixa a mensagem de que às vezes ficamos tão dependentes de celulares, tablets, internet, computadores e etc, que acabamos por não perceber o que realmente importa, e aquilo que de fato não podemos viver sem. Muitas vezes menos é mais.

Boa Leitura!

Taís Caires

 

 

 

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