Discussão: Beleza Perdida – Amy Harton

Beleza Perdida é um livro maravilhoso e eu quero abraçar este livro eternamente.

Uma palavra para definir este livro: Luta!

Eu simplesmente amei esse livro. É maravilhoso e incrível e eu quero mais.

Eu te amo desde que você citou Hamlet como se o entendesse, desde que você disse que gostava mais de roda-gigante do que de montanha-russa, porque a vida não devia ser vivida a toda velocidade, mas ser apreciada com expectativa.

Ambrose Young é um lutador, lindo, alto, forte e musculoso, como Hércules, ele e os seus amigos vão para a guerra depois do atentado do 11 de setembro, logo após o ensino médio e apenas Ambrose retorna, entretanto totalmente transformado. Fern é uma menina feia completamente apaixonada por Ambrose, ela é magricela, usa aparelho e óculos grandes e com o cabelo ruivo indomável.

Este livro é o meu novo amorzinho, entrou para minha lista de favoritos, uma história linda, tocante, cheia de amor e tristeza, tudo na medida certa. Personagens bem construídos com uma bela releitura do clássico A Bela e a Fera muito bem intricada.

Na verdade, Ambrose tinha sido o primeiro a fazer aquela pergunta em particular. Pipas ou balões? Fern tinha dito “pipas”, porque, se ela fosse uma pipa, poderia voar, mas alguém não a deixaria ir embora. Ambrose tinha dito “balões”: “Gosto da ideia de voar para longe e deixar o vento me levar. Acho que não quero ninguém me segurando”. Fern se perguntava se a resposta dele seria a mesma de antes.

Este livro me fez refletir bastante sobre quem somos, e como mudamos com aquilo que nos cerca, as pessoas, os lugares, nossas limitações e os acontecimentos da nossa vida. Concluí que somos resultado daquilo que nos cerca, que não seríamos os mesmo se tivéssemos passados por experiências diferentes em nossas vidas.

beleza perdida

Verus – 336 páginas

Muitas vezes eu me pego olhando para escolhas que fiz em determinados momentos da minha vida, e fico pensando que deveria ter escolhido outra coisa, que teria sido melhor para mim, por qualquer motivo, mas a verdade é que não seria, porque se não fossem as escolhas que eu fiz, os caminhos que eu segui, as pessoas que eu conheci e as experiências que vivi, eu não seria quem sou hoje, não pensaria da forma que penso hoje, eu seria uma pessoa diferente, por ter escolhido um caminho diferente. Recordo me uma vez que li uma frase que dizia algo parecido com: o caminhante faz o caminho, acrescento a esta frase que o caminho faz o caminhante.

Confesso que há uma certa curiosidade em saber quem eu seria, em um universo paralelo, mas deixamos isso para a minha imaginação.

Talvez todo mundo represente uma peça do quebra-cabeça. Todos nós nos encaixamos para criar essa experiência que chamamos de vida. Nenhum de nós consegue enxergar o papel que desempenha ou a forma como tudo vai acabar. Talvez os milagres que vemos sejam apenas a ponta do iceberg. E talvez a gente apenas não reconheça as bênçãos que resultam de coisas terríveis.

Escolhi a palavra Luta para definir o livro, não pelo fato de Ambrose ser um lutador, mas sim porque todos são lutadores, Bailey contra suas limitações, Fern contra a visão que tem de si mesma, Ambrose contra ele mesmo, ou seja, todos estão lutando contra seus próprios medos e fantasmas.

Longe das minha reflexões este livro traz diversos assuntos que podemos abordar, e o principal deles: A Beleza e privilégios e seus prejuízos. O que ela pode trazer e o que ela rouba de cada um de nós.

Para Ambrose que sempre foi belo, ele sempre foi perseguido por garotas, e teve diversos fãs, e Fern que era feia sempre foi alvo de piadas maldosas. Penso que beleza é algo completamente relativo, cada um vê beleza em algo e ninguém vê as coisas da mesma forma, de fato a beleza está nos olhos de quem vê.

— Sempre achei que a beleza pode ser um impedimento para o amor — ponderou o pai de Fern. — Por quê? — Porque às vezes nos apaixonamos por um rosto, não pelo que está atrás dele. Quando cozinhava, minha mãe costumava tirar a gordura da carne da panela e guardar em uma lata no armário. Por algum tempo, ela usou uma lata que tinha vindo com aqueles biscoitos compridos cobertos de praliné e recheados de creme de avelã. Os mais caros, sabe? Mais de uma vez eu peguei aquela lata pensando que tinha encontrado o estoque secreto da minha mãe. Só que, quando tirava a tampa, via um monte de gordura malcheirosa. Elliott riu, entendendo a analogia. — O recipiente não servia para muita coisa, não é? — Isso mesmo. Ele me fazia querer os biscoitos, mas a lata era uma grande propaganda enganosa. Acho que às vezes um rosto bonito também é uma propaganda enganosa, e muitos de nós não chegamos a olhar o que tem debaixo da tampa

Há muito amor e dor neste livro, é possível sentir tudo com eles, um livro maravilhoso e eu queria falar muito mais sobre ele, mas termino dizendo que é maravilhoso e que todo o mundo deveria ler e amar, porque se você ler este livro e não amar, leia de novo porque lestes errado.

 

Boa Leitura!

Taís Caires

 

 

 

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