Resenha: Pax – Sara Pennypacker

Mais um livro lido em conjunto com a D.S, e como sempre muito bom ler em conjunto, e mais uma vez ela terminou antes de mim, mas o importante é a troca de pontos de vista.

Definindo em uma palavra: Lealdade!

Pax é uma história linda e delicada, classificada como infanto mas recomendada para todas as idades.

O livro é contado na visão do menino Peter e da raposa Pax. Peter é obrigado a abandonar Pax na floresta pois irá morar com seu avô pois seu pai irá servir na guerra que se aproxima. Peter ao perceber que cometeu um grande erro, parte em busca de sua raposa e na floresta Pax se preocupa em esperar por seu menino. São inseparáveis. Dois mas não Dois.

“A cerca que lembrava a ele exatamente o que era sua responsabilidade e o que não era. Se uma bola caía naquela cerca, ele tinha que pegá-la. Se uma bola passava voando por cima, não era mais problema dele. Simples assim. Peter volta e meia pensava que as responsabilidades da vida deveriam ter cercas assim, altas e claras.”

Na floresta Pax aprende a seguir seus instintos selvagens e se redescobrir, e nesta jornada Peter também descobre a si mesmo, e aprende a controlar os seus instintos de raiva. Pax me encantou desde o começo com toda a sua lealdade por seu menino e pelas raposas que encontrou no caminho. Peter também é fofo e decidido.

pax_fundo.jpg

Intrínseca – 288 páginas

Vola é uma personagem que me conquistou aos poucos, personagem forte e encantadora. O pai do Peter me deixou chocada em alguns momentos, mas o compreendo devido a perda da esposa, apesar de que nem tudo tem justificativa.

“Isto não é só um pedaço de madeira. Aqui tem também as nuvens que trouxeram a chuva que regou a árvore, os pássaros que fizeram ninho nos galhos e os esquilos que se alimentaram de suas nozes. Tem a comida que meus avós me deram e que me tornou forte o suficiente para cortar a árvore, tem o aço do machado que eu usei. E tem também o convívio que você teve com sua raposa, o que permitiu que a conhecesse bem e a esculpisse. Isto é a história que você vai contar aos seus filhos quando der esta escultura a eles. São vários elementos diferentes, mas que são também um só. Entende?”

Eu adorei a visão do Pax, e como a autora trouxe a lealdade dos animais para conosco e como eles nos reconhecem, como reconhecem nossas emoções e como ela tratou de diversos assuntos como: Guerra e consequências da guerra, ação do homem na natureza, abandono, apego aos animais, o lado selvagem de maneira extremamente delicada e fofa.

“Tem uma doença que às vezes dá nas raposas que as faz deixar de agir de maneira normal e atacar estranhos. A guerra é uma doença humana parecida.”

Adorei como Peter amadureceu ao longo do livro e como Vola contribui para isso e este contribuiu para o crescimento dela. As personagens são cativantes e bem construídos. Gostei muito do livro, de uma delicadeza incrível para tratar de assuntos tão fortes.

Um final lindo e carregado de emoção torna este livro maravilhoso. Traz valores reais para todos os leitores. Uma leitura cativante.

“— É complicado. Sou a favor de que se fale a verdade sobre o assunto. Sobre o preço que se paga pela guerra. As pessoas deviam falar a verdade sobre as consequências da guerra. Eu demorei muito tempo para descobrir. — Vola se recostou na cadeira. — Mas não foi só isso. Tive que redefinir tudo que era certo e errado para mim. Mas eu não conseguia, porque o mundo era barulhento demais e não me deixava ouvir os meus próprios pensamentos. Então, fui morar na casa do meu avô. Decidi ficar até saber de novo quem eu era.”

Como eu li este livro com a D.S. eu pedi para ela escrever a opinião dela sobre o livro, para enriquecer a minha humilde resenha com um outro ponto de vista:

“Quando peguei esse livro para ler, eu já esperava que fosse bom, só não esperava que ele me fizesse refletir tanto sobre tantas coisas. Pax é um livro aparentemente simples, que carrega consigo temas fortes, porém guiados para nós com uma leveza encantadora. A autora me conquistou já de início, quando a visão que temos da história de cara é do personagem Pax  (a raposa) e em seguida ela nos presenteia com a visão do seu humano Peter.A história se desenvolve com a dor da separação, a luta pelo reencontro, e o caminho percorrido por ambos que os leva a descoberta de quem eles são. Os personagens são cativantes, alguns dão raiva por suas atitudes, outros te trazem muitas reflexões, questionamentos, e também admiração. O livro também traz algumas ilustrações que tornaram a leitura ainda mais agradável. Apesar de ser um livro para um público bem jovem, acho que vale a pena ser lido por todos. Amei Pax a cada página, me senti envolvida com a história, e estive ansiosa por seu desfecho, que para mim só tornou o livro ainda mais cativante. Um livro em que a beleza e simplicidade andam lado a lado.”

Obrigada D.S!

Boa Leitura!

Taís Caires

 

 

 

 

 

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4 comentários sobre “Resenha: Pax – Sara Pennypacker

  1. Dani disse:

    Amo livros que mesmo com toda a história fictícia ele seja muito vivo e real, onde você pode pensar e encaixar com diversas situações diárias. E essa autora fez isso, de uma forma simples e delicada. Amei esse livro, e amei sua resenha! 💜

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