Resenha: Tudo e Todas as Coisas – Nicola Yoon

Este livro estava na minha meta de leitura deste ano, apesar de eu sempre mudar a meta conforme outros livros vão sendo sugeridos pelo clube do livro, de maneira geral ela aumenta e eu nunca consigo terminar. De qualquer maneira, tenho me imposto um ritmo de leitura. Este já estava na meta, mas uma amiga virtual E.A leu e veio com a seguinte indagação: Pode uma escolha do futuro mudar o passado?

E isso aumentou a minha curiosidade em ler o livro, e termino com as seguintes indagações: Como as escolhas que outras pessoas fazem afetam a nossa vida? Como as escolhas que nós fazemos afetam a nossa vida e quem somos? Quando algo que nos transforma acontece, quanto do eu antigo resta no eu novo?

“Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença.”

Para não perder o costume, uma palavra para definir este livro: Universo

Tudo e Todas as Coisas conta a história de Madeline (Maddy) que sofre de IDCH, ou seja a famosa doença bolha, ela tem alergia do mundo. E tudo muda quando ela conhece Olliver (Olly).

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Novo Conceito – 304 páginas

Maddy nunca saiu de casa, tudo o que ela sabe sobre o mundo vem dos livros que ela leu, que é a única cor presente em seu quarto todo branco. Uma vida em que todos os dias são iguais e imutáveis. E então Olly chega e muda todo o seu mundo e suas vontades.

“De uma coisa eu tenho certeza: a vontade só leva a mais vontades. Não há limite para o desejo.”

Este livro tem uma história simples, mas que traz muitas reflexões, diversas vezes fechei o livro por alguns momentos e fiquei pensando, tentando me imaginar no lugar de Maddy. E como seria minha vida se tudo o que eu conhecesse do mundo viesse dos livros? (Pensando bem tem muitas coisas que só conheço por livros) E mais como eu seria, porque costumo pensar que somos resultado daquilo que vivemos, que lemos, que conhecemos.

Olly apresenta a Maddy o mundo que ela não conhece, e ela passa a desejar este mundo que não a quer. E isso me fez pensar: É melhor ter e perder ou nunca ter tido? Isto até foi assunto de uma conversa com um amigo o P.R e talvez isso dependa do que é. Mas deixo aqui a pergunta e a resposta que o P. R me fez: Você preferia encontrar um grande amor e perder ou nunca tê-lo encontro e eu respondi sem pensar duas vezes: Eu preferia morrer de amores. Deixo essa questão para vocês: Melhor ter e perder ou nunca ter tido?

“Às vezes releio os meus livros preferidos de trás para a frente. Começo com o último capítulo e leio de trás para a frente até chegar ao início. […] No Livro de Maddy, todos os capítulos seriam o mesmo. Até Olly aparecer. Antes dele, minha vida era um palíndromo […]. Só que Olly é como uma letra aleatória, um grande X maiúsculo no meio de uma palavra ou frase que acaba com a sequência. E agora a vida não faz mais sentido. Quase desejo não ter conhecido Olly. Como posso voltar para a minha antiga vida, os dias se estendendo diante de mim infinita e brutalmente iguais? Como eu posso voltar a ser A Garota Que Lê? Não que eu me ressinta da minha vida com os livros. Tudo que sei do mundo aprendi com eles. Entretanto, uma descrição de uma árvore não é uma árvore e uma centena de beijos de papel nunca será capaz de gerar a mesma sensação que os lábios do Olly nos meus me proporcionou […]”

Voltando as indagações do começo desta resenha, sobre escolhas do futuro mudar o passado? Eu creio que não, acho que o que muda é a nossa visão dele, é a forma como o vemos, porque nós mudamos. Sobre como as escolhas de terceiros nos afetam? Ou como as nossas escolhas afetam a nossa vida e quem somos? De todas as maneiras possíveis!

Afinal somos resultados daquilo que escolhemos ou que foi escolhido para nós. As escolhas nos definem e fazem de nós quem somos, sejam estas feitas por nós ou por outros. Sobre acontecimentos transformadores, talvez reste tudo do nosso antigo eu, o nosso novo eu é apenas uma parte que estava escondida dentro de nós mesmos.

“o.ce.a.no s.m. pl. -s 1. A parte infinita de si mesmo que nunca conheceu, mas sempre suspeitou de que estava ali.”

Outra coisa que este livro me fez refletir em alguns momentos foi no “E se…”, ou seja como seria se eu tivesse feito isso ao invés daquilo? Que pessoas eu teria conhecido se tivesse escolhido outro caminho? Eu seria a mesma que sou hoje se tivesse tido experiências diferentes? Provavelmente não.

Como a minha curiosidade em ler este livro foi aumentada por uma amiga, assim que eu terminei de ler, fui conversar com ela e recordei de mais uma questão que ela havia levantado: Alguém pode reconstruir o próprio passado?

“O amor torna as pessoas loucas.”

Eu gostei muito do livro, achei a leitura fluída e divertida e eu refleti sobre diversos assuntos. O final do livro me surpreendeu e eu adorei. Cheio de partes que te fazem pensar e de cenas muito fofas, recomendo este livro é muito bom.

Boa Leitura!

Taís Caires

 

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